Mértola é uma vila do distrito de Beja, no extremo Sul do Baixo Alentejo, que se encontra na confluência da Ribeira de Oeiras com o Rio Guadiana.

Tem um enorme património histórico, com vestígios de diferentes períodos.

A Comissão Nacional da UNESCO já colocou a vila no mapa mundial dos bens com condições para aceder à classificação de património mundial da humanidade.

As origens de Mértola remontam aos fenícios, que criaram um importante entreposto comercial, dado que se encontrava no último troço navegável do Guadiana. Deste local eram levados os barros de Beja, os minérios de Aljustrel e de São Domingos. Durante séculos existiu contacto comercial com os portos do mediterrâneo oriental. No decorrer da ocupação romana e árabe foi sempre mantida a importância deste porto fluvial.

Os romanos chamavam-na de Myrtilis e os árabes Mirtolah. Estes últimos, construíram muralhas defensoras sobre antigas construções romanas.

A influência muçulmana foi muito forte no sul do país, com quase 500 anos de ocupação. O museu de Mértola é o maior da Europa a exibir exclusivamente peças de arte islâmica.

Em 1238 deu-se a reconquista cristã, com os cavaleiros de Santiago e Mértola foi tomada. Nessa altura a mesquita existente sofreu alterações para se adaptar a um templo cristão. Hoje em dia é a Igreja Matriz, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mértola.

Ainda hoje é possível ver alguns elementos do passado original da Igreja Matriz, tal como as portas com arco em ferradura ou o mirhab. É o único espaço religioso árabe conservado em Portugal.

Eu adoro o Alentejo. Nasci no Algarve, moro em Lisboa e tenho raízes na Beira, mas sem dúvida nenhuma que o Alentejo é a minha região preferida de Portugal. A paisagem e a tranquilidade que se vivem são excecionais.

Mértola é uma vila pacata deste Alentejo que eu tanto gosto, onde o tempo corre devagar. Já lá estive algumas vezes e outras irei…

Este tema foi sugerido por Carla Miranda, uma querida amiga. Obrigada!

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