A Guarda e a sua Sé Catedral

A Guarda e a sua Sé Catedral

O Distrito da Guarda

O distrito da Guarda localiza-se na Beira Alta, sendo limitado a norte por Bragança, a leste por Espanha e a sul por Castelo Branco. É uma zona muito montanhosa, encontrando-se aqui o ponto mais alto da Serra da Estrela, a 1993 metros de altitude. A Serra da Estrela é uma cadeia montanhosa localizada no centro interior de Portugal.

A Torre, o ponto mais alto da Serra da Estrela, é o 2º pico mais alto de Portugal. O 1º é a montanha do Pico na ilha dos Açores com o mesmo nome. Tem 2351 metros.

É nesta zona da Guarda que se encontram algumas das 12 Aldeias históricas de Portugal. São cenários belíssimos que permanecem iguais ao que eram antigamente. Encontram-se no alto da serra e estão alinhados com a fronteira (com Espanha). Antigamente eram locais de defesa e vigia.

A cidade da Guarda

A cidade da Guarda é a mais alta de Portugal, dado que se encontra no extremo nordeste da Serra da Estrela, a 1056 metros de altitude. É conhecida pela cidade dos 5 F´s:

  • Fria: tem clima de montanha, nevando cerca de 14 dias por ano;
  • Forte: pela sua altitude era conhecida por “escudo da Estrela”;
  • Farta: a fertilidade do vale do Mondego;
  • Fiel: Álvaro Gil Cabral recusou entregar as chaves da cidade ao rei de Castela;
  • Formosa: pela sua beleza natural.

Há provas de que a cidade já era ocupada na Pré-História, mas foi apenas em 1190 que oficialmente a cidade foi fundada. Quem a fundou foi D. Sancho I, o 2º rei de Portugal, filho de D. Afonso Henriques.

Estátua de D. Sancho I

Na idade Média a Guarda foi um dos mais importantes redutos de um conjunto de fortificações que defendiam a fronteira portuguesa. A origem do seu nome encontra-se relacionada exatamente com essa importância, era a Guarda fronteiriça.

É uma cidade com imenso património cultural e arquitetónico, acompanhado por uma belíssima gastronomia. Na minha opinião, é uma zona do interior de Portugal muito interessante e que vale mesmo a pena visitar.

É engraçado saber que o fundador da cidade, D. Sancho I teve uma amante que ficou muito conhecida. Chamava-se Maria Pais Ribeiro mas todos a conheciam como Ribeirinha. Uma pequena parte de uma música que o rei dedicou à sua amada deu origem ao lema que ainda hoje a Guarda tem: “Ay muito me tarda/O meu amigo na Guarda”.

O local onde estes amantes se encontravam está identificado na Rua Dom Sancho I, não muito longe da Sé Catedral.

Ao longo dos anos a Guarda foi palco de várias paixões, havendo mesmo quem diga que foi nesta cidade que foi celebrizado o casamento entre D. Pedro I e Inês de Castro…

A Sé Catedral

No centro da cidade da Guarda existem vários pontos de interesse, mas o que se destaca é a Sé Catedral. Este monumento é um dos mais emblemáticos de Portugal, misturando os estilos gótico e manuelino. Ergue-se totalmente majestosa no coração da cidade.

Sé Catedral

Pormenor da Sé Catedral

Porta da Sé Catedral

 A Sé foi mandada construir pelo rei que fundou a cidade da Guarda, D. Sancho I, em 1199. O rei solicitou transferência da sede do bispado para a Guarda e isso obrigou-o à construção imediata de uma catedral.

Mas não existe qualquer vestígio do 1º edifício, nem sequer do 2º que foi mandado construir pouco depois. O monumento imponente que vemos hoje é o 3º edifício. Começou a ser construído em 1390 e demorou 150 anos até ser concluído. Uma vez que demorou quase 2 séculos a ficar concluído, acabou por ter influências de mais do que um estilo.

Quando vista ao longe salienta-se rapidamente o seu aspeto fortificado e os seus pináculos e contrafortes. No seu interior com formato com 3 naves, destaca-se o altar-mor, talhado em pedra de Ançã. Aqui encontram-se representadas 100 figuras esculpidas, que são hoje em dia um dos símbolos da cidade.

Sigtuna, onde a Suécia começou

Sigtuna, onde a Suécia começou

Sigtuna é uma pitoresca cidade da época viking que se localiza na região metropolitana de Estocolmo, não muito longe do aeroporto internacional. Encontra-se junto às águas do lago Malaren, que já foi uma importante via de comunicação marítima da Suécia com outros países.

Lago Malaren

Casa perto do lago

De acordo com o que diz a lenda, Sigtuna é a 1ª cidade de toda a Suécia. Aqui podemos encontrar igrejas medievais, ruínas, castelos e runas da época viking (pedras que servem de homenagem aos mortos). Numa visita à cidade de Estocolmo recomendo mesmo ir também aqui. É fantástico andar na rua principal de Sigtuna tal como já outros o fizeram há 1000 atrás… Parece que fomos transportados para outra altura.

Fundação de Sigtuna

No longínquo ano de 970, o 1º rei da Suécia, Erik o Vitorioso, decidiu construir uma cidade a partir do zero. Ele pretendia criar um reino semelhante aos que já existiam no resto da Europa.

Erik foi bastante hábil na construção da cidade. Através de doações de terrenos, soube manter comerciantes e proprietários como aliados.

As ruas foram construídas com as dimensões típicas da época viking, tal como muitas outras na escandinávia. Uma outra característica interessante é o facto de Sigtuna ter crescido em torno de uma rua principal, Stora Gatan. Acredita-se que este acto se deve ao acesso à água. Esta rua é a mais antiga de toda a Suécia.

Ainda hoje o centro é aproximadamente do mesmo tamanho e formato que era quando foi fundado, o que é absolutamente único no país. Uma outra particularidade é que na área de Sigtuna é que se localiza o maior número de pedras rúnicas do país (cerca de 170).

Cunhagem de moedas

Ao rei Erik sucedeu o seu filho, Olof Skötkonung, que foi o 1º rei cristão da Suécia que assim se manteve até à sua morte. Quando Olof assumiu o poder Sigtuna encontrava-se ainda no início do seu desenvolvimento. Ele pretendia construir um reino grandioso.

Tal como os restantes reis cristãos ele teve a iniciativa de cunhar moedas. E foi assim que foi foram cunhadas as primeiras moedas na Suécia, tendo a 1ª sido no ano de 995.

Igrejas cristãs

A construção da Igreja de Santo Olaf começou no início do século XII. Calcula-se que esta seja a igreja de pedra mais antiga da Suécia. A sua arquitetura é muito interessante, uma vez que a zona do coro é maior em largura e comprimento, do que a nave. Ao lado de um dos muros da igreja existem ruínas de uma casa que ainda hoje podem ser visitadas.

Igreja de Santo Olaf

Um pouco mais tarde, por volta de 1250, foi construída a 1ª igreja de tijolo por iniciativa dos frades dominicanos. É a Mariakyrkan e desde o século XVI é a igreja paroquial de Sigtuna.

Mariakyrkan

Praça principal

A praça principal foi criada no século XVII e era local de passagem de cavalos e carruagens e mais tarde de veículos. Atualmente, com o enorme aumento de circulação de carros é uma zona pedonal.

No final de cada mês de agosto esta praça é local de uma feira, a Sigtune Möte. Este evento é inspirado em 1912 e por isso os comerciantes estão vestidos à época. Deve ser uma boa altura para visitar Sigtuna.

Câmara municipal

Rådhus

Em 1744 foi construída a câmara municipal, que é a mais pequena de toda a região da Escandinávia. O edifício foi desenhado pelo próprio mayor.

As 14 ilhas de Estocolmo

As 14 ilhas de Estocolmo

O Reino da Suécia localiza-se no norte da Europa e pertence à região da escandinávia. Este fantástico país é formado por 220 mil ilhas.

Estocolmo é a capital sueca, assim como a maior, a mais importante e uma das mais antigas cidades do país. Localiza-se na zona sudoeste da Suécia e é formada por 14 ilhas unidas por 53 pontes. Por esta razão é que é muitas vezes chamada de Veneza do Norte.

É uma cidade verdadeiramente encantadora , com um lindissima arquitetura, belos parques e proximidade à água. A Suécia foi poupada à 2ª Guerra Mundial e por isso conservou autênticos tesouros arquitetónicos.

Está muito bem pensada em vários aspetos para proporcionar um elevado bem-estar ao seus habitantes. E essa energia sente-se enquanto andamos pela cidade. Na minha opinião, que adoro o calor, o problema é mesmo o clima… Estive lá num mês de outubro e as temperaturas médias rondavam os 8ºC.

Estocolmo é uma cidade que se visita muito bem a pé e se necessário, transportes públicos.

História

A cidade de Estocolmo foi fundada em 1252 por Birger Jarl. Este regente quis construir uma fortaleza para proteger o lago Malaren dos piratas saqueadores. Este lago é um dos maiores da Suécia e localiza-se na proximidade de Estocolmo.

Devido à sua localização, Estocolmo era um local de passagem de vários navios que circulavam entre o mar Báltico e o lago Malaren. Eram navios de comércio, de guerra e também de piratas.

E assim sendo, Birger Jarl decidiu colocar estacas sobre um canal que atualmente possui o nome de Norrstrom. Rapidamente a cidade se desenvolveu, mas só muitos anos mais tarde se tornou capital.

No século XIV realizou-se a União de Kalmar em que a Suécia se juntou à Dinamarca e à Noruega, para juntos controlarem o mar Básltico. Mas o rei desta união foi dinamarquês durante mais de 100 anos e a aristocracia sueca ficou insatisfeita.

Como resultado, Gustav Eriksson expulsou o rei dinamarquês a 6 de junho de 1523. Esta data é hoje o Dia Nacional da Suécia.

Ao longo dos anos Estocolmo tornou-se o centro político e adminstrativo do país. Durante o período em que a Suécia foi a potência dominante do Norte da Europa, deu-se um enorme desenvolvimento cultural.

Estocolmo tornou-se capital no ano de 1634. É a sede do governo, do parlamento da Suécia e a resdência do chefe de estado.

Áreas

Podemos dividir a cidade em 4 áreas diferentes. O centro, Blasieholmen e Skeppsholmen, Djurgarden e Gamla Stan. Esta última é a minha zona favorita da cidade.

Centro

Esta é o coração da cidade e o seu centro comercial. Aqui encontram-se vários museus, teatros, mercados e belas zonas verdes.

Foi nesta área que no século XVIII os nobres começaram a construir as suas casas de pedra.

Blasieholmen e Skeppsholmen

É uma zona muito interessante do ponto de vista cultural. Estão aqui os principais museus  instituições culturais de toda a cidade.

Em séculos passados foram construídos nesta área palácios elegantes.

Djurgarden

Começou por ser uma coutada real, onde eram mantidas renas, veados e alces. Atualmente é um imenso parque natural, tendo sido o 1º parque de cidade do mundo.

Gamla Stan

Esta área tem imenso património histórico. É aqui que está o Palácio Real, o Parlamento, ruas movimentadas e estreitas e palácios elegantes.

Ainda existem vestígios do início de Estocolmo como cidade.

Nos próximos artigos irei explorar melhor cada área e algumas das principais atrações.

Banguecoque, a Cidade dos Anjos

Banguecoque, a Cidade dos Anjos

Banguecoque é a capital da Tailândia e uma das cidades mais impressionantes do mundo. Localiza-se na margem do rio Chao Phraya que serpenteia pela cidade e desagua no Golfo da Tailândia. O rio é também conhecido com rio dos Reis.

O nome

Os tailandeses não conhecem a cidade com o nome de Banguecoque, mas sim Krung Thep ou Cidade dos Anjos. Estas duas últimas designações têm origem no nome cerimonial da cidade, que está em duas línguas indianas antigas. Traduzido para português é: A cidade dos anjos, a grande cidade, a cidade que é jóia eterna, a cidade inabalável do deus Indra, a grande capital do mundo ornada com nove preciosas gemas, a cidade feliz, Palácio Real enorme em abundância que se assemelha à morada celestial onde reina o deus reencarnado, uma cidade dada por Indra e construída por Vishnukam. (mais…)

Como surgiu Veneza

Como surgiu Veneza

Veneza é uma cidade única.

É uma província da região do Vêneto, no norte de Itália e conhecida pela La Serenissima.

Possui uma beleza inconfundível com os seus palácios, praças e canais por onde circulam as tão famosas gôndolas. Lembro-me bem da primeira vez que lá estive. Cheguei no fim da manhã de um dia com algum nevoeiro e ver surgir a cidade foi uma experiência quase mística.

A cidade de Veneza é uma das cidades mais originais e românticas do mundo, para mim e para muitos outros. (mais…)

Organização de Manhattan – Nova Iorque

Organização de Manhattan – Nova Iorque

Nova Iorque encontra-se dividida em 5 boroughs: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island. Bronx é o único borough que não é uma ilha.

Manhattan é a ilha mais pequena e o borough mais conhecido, localizando-se aqui as principais atrações de toda a cidade. A ilha tem 21,6 km de comprimento e 3,7 km de largura e é atravessada por ruas e avenidas, perpendiculares umas às outras. (mais…)

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