A minha viagem à Jamaica

A minha viagem à Jamaica

Caraíbas

Fiz uma viagem por algumas ilhas das Caraíbas em 2008 e foi inesquecível. É uma região com uma cultura muito rica, imensa história e paisagens deslumbrantes. Um dos países que visitei foi a Jamaica. O país do reggae e do Bob Marley. E não só!.

Jamaica – História

Antes de os espanhóis terem chegado, a ilha era habitada por índios que a chamavam “Xaymaca”, “a terra da madeira e da água”. Pouco tempo depois os nativos foram sendo eliminados e teve início a importação de escravos negros de África. Com a chegada dos ingleses (e expulsão dos espanhóis) o país foi designado de Jamaica e foi estabelecida uma nova capital, Kingston.

Durante a colonização inglesa o país tranformou-se num local de contrabando e pirataria da região das Caríbas. Isto deveu-se à proximidade com as rotas marítimas eà  configuração da baía permitir resguardar muitos barcos. Por volta de 1670, Inglaterra nomeou um governador e os piratas foram perseguidos até à sua extinção. Mais tarde foi criada a Real Companhia Africana e a Jamaica foi convertida num dos maiores centros de tráfico de escravos.

No decorrer deste período de escravatura e com a proibição da manifestação das crenças religiosas dos escravos, começaram a surgir as raízes do que mais tarde se tornou o movimento do rastafari e do reggae. E esta música, este estilo de vida e modo de estar, é um aspeto muito importante quando se fala numa viagem à Jamaica. Há uma boa onda que se sente e dá sentido às palavras que mais se ouvem dos jamaicanos: “no problem” e “respect”.

Jamaica – Onde ir

Para perceber um pouco mais do que acabei de falar aconselho em Kingston fazer uma visita ao Museu Bob Marley, que foi a sua casa até morrer.

O Museu foi um local que visitei quando cheguei à capital da Jamica, vinda de Cuba. A partir de Kingston aluguei carro e fui até Negril, Montego Bay, Ocho Rios e Dunns River. O percurso até aos principais locais na costa é uma explosão brutal de verde. Aconselho mesmo a quem visitar a Jamaica a “perder-se” pelo interior e não ir só para as praias e spots mais conhecidos.

Em Montego Bay e Negril podem encontrar praias paradisiacas, água quente e calma, areia fina e dourada. Um autêntico sonho.

Outro local que recomendo são as Dunns River Falls, em Ocho Rios. Subir a pé estas cascatas é uma aventura imperdível! Não saia da Jamaica sem ir lá.

As Dunns River falls têm 55 metros de altura e 180 metros de comprimento e parecem ser escadas gigantes. É possível subir a pé, com algum esforço dada a força da água e as pedras serem um pouco escorregadias. Esta aventura pode demorar entre 1 a 2 horas.

Para quem não queira subir a cascata a pé há também a possibilidade de subir as escadas que se encontram ao lado da cascata. De ambas as formas o passeio vale muito a pena pois a envolvência é espetacular. A vegetação é exuberante.

A Jamaica de facto é um país que merece mesmo uma visita. Pessoas simpáticas e com uma “boa onda”, clima excelente, paisagens lindissimas e praias onde apetece mesmo ir, e ir e tornar a ir. Eu adorei!!

A minha 1ª viagem a Marrocos

A minha 1ª viagem a Marrocos

Estive em Marrocos (em em Marrakesh) pela primeira vez em 2000 e apartir daí já voltei várias vezes. Espero ir muitas mais. Adoro conhecer lugares novos onde nunca estive, mas também de regressar aos que me deixaram apaixonada.

A ideia que tinha de Marrakesh era que esta deveria ser uma cidade encantadora e fascinante. O palco perfeito de uma história das 1001 noites… Quando lá estive a primeira vez percebi que era tudo o que eu tinha imaginado e muito mais.Está tão perto de Portugal e é um mundo totalmente à parte. Outra cultura, paisagem, língua e hábitos de vida.

Marrocos

Na primeira visita a Marrocos andei por lá quase um mês. Para explorar com tempo os principais locais penso que é o tempo adequado (claro que se puderem devem ficar mais tempo!). Eu aterrei em Casablanca e segui para norte. Explorei Tânger, Tétouan e Chefchaouen, a lindissima cidade azul. Das três este última cidade foi o minha preferida. Percorre-la é uma experiência quase mística, pois parece que percorremos o azul do céu.

Depois segui (também de comboio) para sul e estive em Rabat, Meknés e Fez. Esta é a cidade imperial mais antiga do país e onde se encontra o famoso bairro de curtidores. Seguidamente fui ainda mais para sul, para a cidade rosa, Marrakesh. Esta cidade que deu nome ao país localiza-se na zona norte do Atlas, a maior cadeia montanhosa do continente africano.

Marrakesh

Em Marrakesh (e na grande maioria das restantes cidades), a zona mais importante a visitar é a medina. É o centro histórico da cidade e a zona mais interessante. No caso desta cidade a medina encontra-se delimitada por uma muralha com um perímetro de 19 km, aproximadamente 2 metros de largura e até 9 metros de altura. Tem uma cor avermelhada como o resto da cidade. Existem mais de uma dezena de portas na muralha, sendo uma das mais bonitas a Bab Agnou. O nome vem do berbere “carneiro negro sem chifres” e a fachada é impressionante.

No interior da medina encontra-se a mesquita Koutoubia e a Kasbah, os vários souks (mercados) e a mellah (bairro judaico). Os souks encontram-se organizados de acordo com o tipo de produtos que são vendidos. Existem os dos instrumentos e cordas, jarros, do bronze e cobre, metal, da cestaria e madeira, dos chinelos e cintos, da joalharia, dos artigos de pele, tapetes, da pele de cabra ou dos tintureiros.

Praça jemaa el-Fna

Contudo o coração da medina e a sua parte mais fascinante é a Praça Jemaa el-Fna, considerada Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO no ano de 2008.

É um local onde se vê o povo e os seus ancestrais costumes. É predominante o constante ir e vir dos marroquinos, das carruagens, motas e dos carros de mão  a qualquer hora. E vai ficando mais frenético ao longo do dia.

Depois da cidade acordar aparecem bancas de deliciosas tâmaras e de sumarentas laranjas, encantadores de serpentes e treinadores de macacos e mulheres que lêm a sina ou que fazem tatuagens com hena. Surgem também os famosos aguadeiros, com os seus trajes característicos super fotogénicos. É imperdível provar uma tâmara e um sumo de laranja natural.

Há medida que o sol se vai pondo a praça Jemaa el-Fna vai mudando, intensificando-se o ritmo de todo o que por lá se passa. Começam a chegar as bancas dos restaurantes e começa a ver-se o fumo dos cozinhados, de forma gradual, até que ao final da noite é apenas uma nuvem de fumo única. O aroma das especiarias é sentido bem longe… Aqui pode-se saborear uma bela tajine com um chá de menta.

Além destas bancas aparecem também marroquinos que contam histórias, que cantam, desenham, dançam ou que trazem jogos. Mesmo não percebendo árabe é muito interessante assistir a todos este espetaculos que vão surgindo e quem sabe até participar.

Marrocos

Um pouco por toda a medina e em especial mnas ruas mais próximas da praça pode encontrar vários locais muito interessantes para tomar uma refeição. E há para todos os gostos. Desde locais mais elegantes em que parece que estamos numa qualquer cidade europeia e outros de estilo mais marroquino. Mas o que aconselho é comer na praça, nas bancas que descrevi. Aqui é possível comer bem, barato e com os verdadeiros habitantes da cidade.

É imperdível também beber um típico chá de menta num dos cafés que têm vista direta para a Jemaa el-Fna. O espetáculo Jemaa el-Fna todos os dias é diferente. “Alberga uma rica e inatingível tradição oral”, como disse Juan Goytisolo. Pelo menos uma vez, vá fazer parte deste espetáculo único no mundo. É pura magia.

Marrocos

Da primeira vez que fui a Marrocos, saindo de Marrakesh andei também pelo deserto. Os mais de 500km que separam Marrakesh e a aldeia berbere de Merzouga é lindissimo e surpreende, pelo que recomendo. Este percurso já não foi de comboio, mas de carro (aluguei).

Ir ao deserto, às dunas Erg Chebbi, foi uma das melhores experiências que tive na minha vida. Toquei djambé com tuaregues, tive uma conversa muito interessante sobre religião com um deles sob um imenso céu estrelado. Subi muito alto a uma duna para estar um pouco mais perto das estrelas, assisti ao nascer-do-sol numa duna e e ouvi o silêncio. Nunca antes tinha ouvido verdadeiramente o silêncio.

Foi memorável.

De todas as outras vezes que voltei a Marrocos estive menos tempo, tendo-me concentrado em áreas específicas. De cada uma das visitas estive sempre em Marrakesh… É a cidade que mais gosto, do mundo que conheço.

Conhecer as Maldivas

Conhecer as Maldivas

As 1190 ilhas

A República das Maldivas localiza-se no Oceano Índico, a sudoeste do Sri Lanka e Índia. É um país com 1190 ilhas (200 delas nao habitadas), que se encontram agrupadas em atóis naturais, espalhados numa área de 90.000km2.

O idioma oficial é o Dhivehi, que tem raízes no sânscrito e a capital é Malé.

Todas as ilhas têm pouca vegetação e o pico mais alto tem apenas 2 metros acima do nível do mar. Toda a areia que se vê nas ilhas é de origem coralina.

Atol

Curiosamente a palavra atol tem origem no termo maldiviano “atolu”.

Um atol normalmente forma-se quando os topos de uma ilha de origem vulcânica, que se encontrava rodeada por recife, se afunda no mar. Daqui resulta a formação de um recife em forma de um grande anel, com uma lagoa no seu centro. Todas as ilhas que formam o anel têm por isso areia coralina, proveniente de corais.

Nas lagoas existe uma enorme diversidade biológica de peixes, moluscos, entre outros. É verdadeiramente extraordinário! São locais de água quente, e cor turquesa, com praias que são autênticos postais…

Existem avários atóis espalhados pelo mundo, principalmente na zona dos trópicos e subtrópicos. Os das Maldivas são sempre referidos nas listas dos melhores do mundo.

História

A história destas ilhas começou no século V a.C., com a colonização dos arianos, um povo proveniente da ásia central.

Existem relatos de viajantes que indicam que as Maldivas eram governadas por mulheres no período que antecedeu o contacto com o islão. Foi em 1153 que a religião islâmica foi adotada, substituindo o budismo, e essa situação mudou.

No século XVI as ilhas foram ocupadas pelos portugueses (durante 15 anos) e no século XVIII por um povo o sul da Índia (durante 3 meses e 20 dias). Tirando estas 2 exceções, as ilhas sempre foram independentes, mesmo tendo sido aceite voluntariamente serem um protetorado inglês, no ano de 1887. O sultão governava e os ingleses limitavam-se a interferir nas relações exterior e na defesa.

Já no século XX foi realizado um referendo, em que o sultanato foi abolido e as Maldivas passaram a ser uma república.

É um país realmente paradisíaco com areia dourada e fina e um mar quente com cor turquesa.

Pequena introdução histórica de Portugal

Pequena introdução histórica de Portugal

Portugal situa-se no extremo sudoeste da Europa e faz fronteira com Espanha e o Oceano Atlântico.

Do território português também fazem parte os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Podemos começar a falar da história deste país com a ocupação de Roma dos territórios no Leste de Espanha que teve uma resistência feroz de uma tribo celtibera, os Lusitanos. Mesmo após a derrota desta tribo, o seu nome foi preservado na Lusitânia, que era um território que englobava o que hoje é Portugal. (mais…)

Índia: política, geografia e idiomas

Índia: política, geografia e idiomas

Neste artigo vou abordar alguns aspetos relativos à organização política, à geografia e aos idiomas existentes na República da Índia.

Organização política: A Índia é organizada como uma união de estados: são 29 áreas designadas de estados, que têm o seu próprio governo e 7 territórios administrados diretamente pelo governo federal. Foram as fronteiras culturais e linguísticas dos habitantes que ajudaram a traçar as subdivisões existentes dentro do país. (mais…)

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